BANCANDO IDEIAS

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BANCANDO IDEIAS

O grande dia começou com a reunião dos convidados para as bancas dos territórios, na sede da Agência de Redes para a Juventude, para uma conversa breve sobre as diretrizes da banca, e logo após, um café da manhã coletivo, com o idealizador da Agência, Marcus Faustini, Ana Paula, coordenadora de Metodologia e Veruska Delfino, Coordenadora de Produção.

Para este Sábado tão esperado, estiveram presentes diversos atores sociais das redes que a cidade oferece. Valmir Farias, professor da Gastromotiva, da Unisuam, confessa estar com grandes expectativas para conhecer os projetos e entusiasmado com a proposta de agenciamento dos jovens. “Eles vão ter estruturação para que continuem com suas ideias e não desistam de seus planos. É uma outra forma de evolução objetiva deles dentro da cidade.”

Nas bancas, também foram convidadas jovens que já passaram por esta etapa e hoje são agenciados pela Rede Agência, como Michele Lacerda, integrante do Intervém Favela, para adicionar um olhar de quem já sentiu o momento. ” É um momento bem importante, é a hora de apresentar a ideia para a cidade. É um dia mágico, é o dia da estréia! “, comenta Michele.

Confira abaixo como foi este momento em cada território que a Agência atua!

||| ‪#‎AGÊNCIAROCINHA‬: CONQUISTA DA BANCA |||

Thaís Antunes e Douglas Sousa apresentando o Roça of Dance.

“Expectativas positivas, foi bem tranquilo”. Essa foi a opinião de Thaís Antunes, de 15 anos, integrante do Roça of Dance, projeto que pretende divulgar a cultura da dança na Rocinha, após sair da sala dos jurados.

O grupo está otimista quanto ao resultado da banca no próximo Sábado, dia 5. Segundo eles, as estratégias planejadas para incorporar o projeto funcionaram diante dos avaliadores. Thaís, por exemplo, destaca que a memória afetiva para o Roça of Dance foi importante para mostrar o fundamento da ideia, pois com ela será possível cativar públicos, como o nordestino, para as oficinas de dança. Thaís, não deixa de relembrar por que a memória afetiva foi necessária para incluir no projeto e apresentar à banca. ” A memória me traz inspiração, minha tia foi rainha de bateria por 3 anos, e hoje é musa. Consigo me lembrar, quando eu era criança, dos instantes antes de entrar na quadra, ela colocando a roupa e na hora do samba, isso me inspira e inspira a banca.”

Maria Antônia, uma das convidadas para banca e Coordenadora Geral do Movimento Down, fez uma avaliação positiva das ideias de projetos que estiveram junto à banca.”O núcleo está consistente, é possível perceber que eles querem fazer, projetar , querem trabalhar nas idéias. O trabalho deles tem que se relacionar com a vida, com o desejo deles”, comenta Maria Antônia.

||| ‪#‎AGÊNCIABATAN‬: ESTÍMULOS E ENCORAJAMENTO |||

Aline, Matheus, Michel e Allan apresentando o Emprega Batan.

Na banca do Batan os jovens chegaram confiantes trazendo elementos para mostrar nas apresentações o desejo de realizar suas ideias de projeto.

O Emprega Batan começou com uma paródia criada a partir da música ‘Não é sério’, do Charlie Brown. “Eu vejo na TV que eles falam que o jovem não é sério, mas os jovens do território vão ser levados a sério”.

O Estilizando na Periferia, projeto que une barbearia e customização para trabalhar a moda masculina no território, aproveitou para mostrar as camisas já customizadas por Marcus Alexandre. O Inventação de Moda trouxe os materiais que são necessários para começar uma customização de roupa.

O momento mais esperado do ‪#‎CiclodeEstímulos2015‬ foi desafiante para cada bolsista. Alguns achavam que não chegariam até aqui, mas seguiram a jornada e fizeram dos sete minutos uma oportunidade de mostrar as potências do território.

A banca formada por Alzira Valeria, da Fundação Roberto Marinho, Andreia Prestes, da Fundação Vale, e Valmir Faria, Professor da UNISUAM, contribuiram para transformar a ansiedade dos jovens em encorajamento. Além das perguntas sobre as ideias de projeto, eles também ficaram interessados em conhecer o território a partir das vivências dos bolsistas e derem dicas sobre cursos e conteúdos relacionados as temáticas envolvidas.

||| ‪#‎AGÊNCIACDD‬:  POTENCIALIZANDO O TERRITÓRIO |||

Integrantes do "Sem Barreiras" se apresentando para a banca.

Quase sempre fugindo das fotos e evitando se apresentar nos Estúdios de Criação, a bolsista do núcleo Cidade de Deus Iasmin Sant’Anna, de 17 anos, que contou ter desenvolvido habilidade de falar em público durante o Ciclo de Estímulos, se mostrou otimista com a banca. “A apresentação foi boa e os jurados gostaram, até porque o projeto é único, não tem um igual aqui”, ressaltou.

Durante a Feira de Ideias, ao se juntar com Simone Souza, Thatiany Guanabara, Agata Lima e Wandressa Cristina, um grupo de meninas que queria trabalhar com crianças, desenvolveu o “Sem Barreiras”, que objetiva realizar atividades artísticas integrando crianças com síndrome de down. Iasmin, que tem um irmão de 15 anos com essa condição genética, explicou sobre a dificuldade de conseguir um local especializado, e que só tem na Praça Seca.

Estimulada pela família, ela ainda comentou que, caso não ganhe os R$10 mil na banca para implementar o projeto, retornaria à Agência no próximo ano. “Aqui eu conheci gente diferente. Abri os olhos para o meu próprio irmão, porque eu chegava em casa e não dava muita atenção para ele, agora a gente brinca”, destacou.

Agata Lima, de 18 anos, disse que também participaria novamente para adquirir mais experiência. Ela acredita que já está com a mente mais aberta, aprendeu a trabalhar em grupo e a ser mais paciente. “Eu mudei a forma de enxergar a comunidade. Agora quando ando na rua, penso no território. Antes eu pensava que não tinha como fazer nada aqui, agora eu sei que dá”, comentou ela que já pensa em novas iniciativas buscando potencializar a comunidade.

Assim como Iasmin e Agata, as outras integrantes do “Sem Barreiras” ainda pensam em alternativas para dar continuidade ao projeto sem a verba inicial, ou mesmo após os três meses de realização. O espaço no CRJ (Centro de Referência da Juventude) está reservado para elas, assim como o número de crianças e pais interessados tem crescido, principalmente após o projeto ter sido divulgado no principal portal da região, o “CDD Acontece”. “As meninas estão conversando sobre dar continuidade com o projeto, buscar por patrocínio e editais. Estamos confiantes”, afirmou Agata.

||| ‪#‎AGÊNCIACENTRO‬: ENCARAR COM CONFIANÇA |||

Yasmin Lima apresentado as ações do The Brooklyn. Rec

O grande dia da banca chegou, e na sede da Agência de Redes para a Juventude, logo cedo os grupos deixaram o nervosismo de lado e encararam os avaliadores com confiança para apresentar as suas ideias.

O grupo Essa Rua Já é Minha, composto por Denise Andrade, de 27 anos, Thayanne Aleixo e Milena Pereira, ambas de 16 anos, Lidiane Pereira, de 23 anos, Karine Queiroz,de 18 anos, considerou que fez uma apresentação de acordo com os ensaios da pré-banca do Estúdio de Criação do Sábado passado, e saiu tudo nos conformes.

Lidiane Pereira, ora desbravadora ora realizadora, destacou também os apontamentos positivos da banca para o Essa Rua Já é Minha, como dicas para mobilização de público e possibilidades de ferramentas de trabalho. “A banca sugeriu, por exemplo, que utilizássemos personagens cosplay para atrair mais crianças ou até mesmo outras tecnologias digitais.”, comenta Lidiane. O grupo está focado na continuidade do projeto, e mesmo que não passem na banca – possibilidade que elas descartam-, tentar outros editais é certeza.” Vamos pesquisar e tentar ganhar outros editais”, comenta Thayanne. “Desistir não é para nós”, Denise reitera para frisar.

A banca também estava positiva em relação aos novos projetos. Eliane Costa, profissional na área de Gestão Cultural, pontuou a diversidade de projetos no Centro. ” Há uma heterogeneidade dos projetos, diferentemente de outros territórios. Embora eu já tenha participado de outras bancas, é sempre uma experiência interessante acompanhar os projetos e vê-los crescendo na cidade.” comenta Elaine.

||| ‪#‎AGÊNCIAVERIDIANA‬: TRANQUILIDADE NA APRESENTAÇÃO PARA A BANCA |||

Integrantes do Cultura Herança Street.

Neste sábado, jovens de Santa Cruz a Ipanema, apresentam seus projetos para a banca, que terá como árdua missão, selecionar as ideais que serão contempladas com dez mil para agirem na cidade.

Depois de uma imersão em pesquisas, trabalho e experimentações durante o Ciclo de Estímulos, é chegada a hora mais esperada.

Os integrantes do SilverTape, Cintegra e CHS, apresentaram uma percepção comum sobre as pessoas que compunham a banca: “eles nos tranquilizaram”, era o comentário que os jovens faziam ao sair do salão da CEB, em Santa Veridiana.

Rôssi Alves, – professora do curso de Produção Cultural da UFF e pesquisadora de Arte Urbana, Vinicius Reis – Tacacá Filme e Cristiano Ferreira – presidente da Contur (Rede de Conexão de Turismo em Favelas) e dono da Gigatrek Turismo e Excursão, primeira agência de turismo do Complexo do Alemão, formaram o corpo da banca do Núcleo Veridiana, e foram os responsáveis por manterem um clima profissional e descontraído, o que minimizava a tensão dos que entravam para se apresentar.

“A apresentação foi mais tranquila do que eu imagina, o pessoal da banca é bem profissional, nos deram dicas de orçamento e nos motivaram em relação a seguir com o projeto independente do resultado que será dado no dia 05 – data do anúncio dos projetos selecionados pela banca” comenta, Ellena Cassia, do Cintegra.

||| ‪#‎AGÊNCIAPAVUNA‬: BANCANDO IDEIAS |||

Banca da Agência Pavuna.

Hoje foi o dia de aplicar todo o processo de sistematização da metodologia. Os jovens bolsistas da Pavuna chegaram cedo e se reuniram num animado café da manhã na Arena Jovelina Perola Negra. O clima de descontração disfarçava a apreensão que pairava antes do momento final de ficar cara a cara com os convidados da banca.

Esses meses dentro da Agência foram de grandes aprendizados para que os projetos consigam caminhar por qualquer rede da cidade. “Levem a sério. Alguém sacrificou noites de sono pra fazer isso, a metodologia funciona mesmo depois da Agência”, conta Sheik, do projeto NoDivisionClan.

“Não deu tempo de ficar nervoso, a banca foi muito compreensiva” foi uma percepção quase unânime entre os bolsistas.

Isso reforça que o trabalho foi feito e agora é esperar pelo próximo sábado e ver toda essa juventude celebrando a alegria de realização na cidade.

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