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Banca do Selo: em breve, novas ações pela cidade

Durante o processo metodológico da Agência de Redes para Juventude, os jovens passam por diferentes etapas até colocarem em prática ações no território. Na fase do Ciclo de Estímulos, em 2014, a Agência esteve presente em seis núcleos, trabalhando os desejos e as ideias de aproximadamente trinta jovens em cada núcleo. Após terem suas ideias trabalhadas em encontros semanais, por três meses, os jovens passaram por uma Banca Avaliadora, que escolheu 15 para serem financiadas  e colocadas em ação na cidade. Estas 15 ideias ingressaram numa nova etapa da metodologia da Agência, a Desencubadora. Trabalhando questões mais práticas de planejamento, nascem nessa etapa os projetos, já com detalhes de objetivos, orçamento, parcerias, ajustados.

As meninas do Customynação, projeto de customização de shorts em Santa Cruz, apresentando seu projeto.

 Para marcar a conclusão da Desencubadora, hoje rolou a Banca do Selo. Todos os grupos apresentaram suas estratégias, criadas em pouco mais de um mês de planejamento, para transpor seus desejos e ideias em ações de impacto no território. Esse é o momento de inflexão para a metodologia, a partir das avaliações dos convidados, os últimos ajustes serão feitos antes dos projetos irem às ruas.

A banca foi composta por integrantes com experiências de criação de projetos na cidade e com disposição em analisar os planos e apontar caminhos para diversos aspectos da iniciativas. Renato Rangel (Eixo Rio), Suzana Mattos e Geraldiny Malaguti (SEBRAE), Valquiria Oliveira (presidente do Avenida Brasil Instituto de Criatividade Social); Marcus Faustini (idealizador da Agência) e a equipe de coordenação metodológica.

“Estamos nervosos, pela presença do Faustini, mas cada projeto sabe do seu potencial e tudo. Temos trabalhado, estou nervoso, mas feliz. No processo rolou muita coisa bacana, beijei na boca, aprendi a valorizar meu território, conhecer pessoas e ter outras perspectivas”, conta Allan Santos do AMaréVê, na concentração pré-banca.

O objetivo do dia não era apenas receber um “sim” ou um “não” da banca, mas tirar, a partir da exposição do projeto, novas formas de interagir com os repertórios de ações. Todos os projetos saíram com novos desafios, para que o projeto possa ter mais impacto na cidade. O foco da desencubadora, nas palavras de Marcus Faustini, é “transformar o desejo em estratégia”.

Minicheff e Uma Mão Loga a Outra são dois projetos que pensam em suas ações a visibilidade e a qualidade de vida de dois públicos sensíveis nas periferias: crianças e idosos. O primeiro apresentou seu plano de ação do curso de culinária para crianças e o segundo, seu curso de informática e cultura digital para idosos no Cesarão, em Santa Cruz.

O Cine Batan acertou em cheio o “coração” da banca. As meninas do Batan descobriram o cinema brasileiro conforme descobriam o modo de planejar seu cineclube, que na primeira fase do projeto, vai apresentar o cinema nacional nas casas dos moradores da favela. “A Desencubadora ajudou muito a ampliar nossas opiniões. Antes eu não gostava de cinema brasileiro, agora eu gosto e me vejo na tela. Aprendi a gostar do meu povo”, contam Bruna de Moares e Letícia Alves.

Renato Rangel, componente da banca do selo, analisando a ficha de avaliação dos projetos.

Renato Rangel, do Eixo Rio, participou da banca avaliadora em Santa Cruz, que encerrou o Ciclo de Estímulos no começo de agosto. Nesse novo momento, ele destaca a efetiva mudança dos bolsistas e projetos. “Acho legal enxergar que alguns projetos se fundiram, que algumas pessoas, de projetos que não passaram, participam de outros agora. Abrir mão de seu projeto e passar a curtir outro é um desprendimento, é muito legal. E ver que os projetos, dentro da Desencubadora, ganharam um escopo mais organizado. É bacana também poder voltar atrás, receber a crítica e a partir daí você melhorar o projeto. A banca tem esse cuidado e essa humildade por parte dos participantes de ouvir, assimilar e devolver com essas alterações. Essa construção permanente acho super positiva” conta Renato, que propôs uma parceria com o Cine Batan para gerar melhorias nas casas que vão receber as sessões do cineclube.

Intervém Favela, Rainha Crespa, Favelando, Aturma, Customynação, Caçamba Inteligente, Rappercusom, Reciclart, AMaréVê também apresentaram seu plano de ação e orçamento. Alguns ainda vão aprimorar o planejamento e passar por uma nova avaliação. Mas missão de impactar a cidade a partir do território é o que segue na cabeça de cada um.

 

Esse foi o último sábado da desencubadora, dia de comemoração de São Cosme e São Damião e mais um dia em que a juventude popular propõe novos espaços de ação e soluções para a cidade.

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