Agenciamento de redes

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Agenciamento de redes

“Mega Sensacional”. Assim Cássio da Silva, de 19 anos, tentou sintetizar a visita aos Estúdios de Jornalismo da Rede Globo, no Jardim Botânico. Cássio mora no Parque União e estuda Jornalismo na UVA (Universidade Veiga de Almeida).

Em setembro, alguns jovens da Rede Agência foram convidados para assistir a um pocket show do Legião Urbana no estúdio do Fantástico. O show foi divertido para todos e conhecer os estúdios da Globo foi uma pocket aula para os jovens que trabalham com produção. Para Cássio, porém, a visita não se limitaria a isso.

Herança Genética Jornalística

Cássio é um dos idealizadores e integrantes do projeto Amarévê, que foi desenvolvido com a tutoria da Agência de Redes para Juventude. O projeto acontece em duas comunidades da Maré, Parque União e Nova Holanda, e tem por objetivo ampliar a comunicação dos moradores, informar e entreter. Trata-se de um portal de comunicação online, sendo um “espaço colaborativo de expressão e informação para os jovens da Maré”.

Atualmente, Cássio da Silva, junto com Allan Santos, Jéssica Pires, Karina Donaria, Lucas Pires, Mayara Donaria e Suzane Santos trabalham no projeto. Com os estímulos e parceria de outras redes, fazer do Amarévê uma produtora que comunica e exporta material sobre os territórios em questão é um dos planos futuros dessa galera.

Cássio com um ídolo, o jornalista esportivo Tadeu Schmidt.

O sonho de atuar e ajudar os outros dentro da área de jornalismo, “ainda que seja por palavras”, não surgiu anteontem. Para o jovem Cássio, ele é uma herança familiar estreita, transmitida via sangue. “Meu pai trabalha no Projac como encarregado de maquinista. Já conheci as grandes estruturas para novela, mas sempre quis conhecer a grande referência que é a central de jornalismo, onde se faz e repassa notícia, como funciona, porque era o sonho do meu pai trabalhar com isso. Ele não conseguiu e esse sonho passou para mim, então to fazendo o máximo para realizar!”, suspirou.

Por meio de redes formadas pela Agência, o futuro jornalista conheceu todas as ilhas de edição, produção de roteiro e, para completar o dia, acompanhou a transmissão ao vivo do programa esportivo Globo Esporte, conhecendo também Carol Barcellos e Cristiane Dias. “Vi como tudo funciona, os métodos usados… Tudo, tudo, tudo!”, comenta o jovem, entusiasmado.

Mudanças a partir do Olhar

Todas essas surpresas e novas redes não se encerraram ao fim da visita, elas prosseguem como estímulos para o alcance de uma de suas maiores metas, ser correspondente internacional nos lugares mais remotos e devastados. “Por exemplo, se hoje em dia eu pudesse, estaria fazendo a cobertura da guerra civil na Síria. Primeiro para tentar ajudar os inocentes e prejudicados de alguma maneira, ainda que por palavras, e segundo para tomar um choque de realidade e deixar de ser tão egoísta quanto acho que sou”. Cássio considera que essas transformações, também pessoais, de territórios e mundos não são alcançadas apenas “ajudando um mendigo na rua, dando um abraço nele, ou fazendo parte de um portal de comunicação pra sua comunidade”. O jovem ressalta a importância de estarmos atentos às futilidades de nossas ações, e que é preciso olhar para o outro se queremos ver mudanças acontecerem.

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