Agência no Rio de Encontros: A Cor do Carioca

Banca do Selo: em breve, novas ações pela cidade
28 de setembro de 2014
#naatividade: Elisângela Almeida
15 de outubro de 2014
Exibir Tudo

Agência no Rio de Encontros: A Cor do Carioca

Bolsistas e equipe da Agência de Redes para Juventude marcaram presença no Rio de Encontros de setembro, série de debates realizado pelo O Instituto, com o objetivo de discutir temas relacionados ao Rio de Janeiro. O tema do dia foi A Cor do Carioca, e todas as questões sociais relacionadas ao racismo. A mesa foi composta por Simone Vassaldo, pesquisadora do IUPERJ; Dudu de Morro Agudo, coordenador geral do Enraizados e Amauri Mendes, pesquisador do centro de estudos sobre a África na UCAM.

O debate foi acirrado e despertou o envolvimento de toda a plateia – composta pelo time da Agência, alunos da ESPM, entre outros convidados e participantes. Uma das maiores percepções desse engajamento do público é que o racismo existe no Rio – e no Brasil como todo – e que negar a existência desse fator que gera tantas desigualdades nesse país é prejudicial para a construção de um novo espaço social.

“Graças ao Hip Hop eu sofri preconceito, pois se não fosse ele eu sofreria e passaria batida”, contou Dudu de Morro Agudo sobre a importância do Hip Hop quanto movimento que desenvolveu através da arte questões raciais e deu protagonismo para jovens negros em suas criações.

No Rio de Encontros, o debate é de geral e a galera da Agência não ficou de fora.

O assunto teve desdobramentos relacionados a presença de negros nas universidades através da política de cota; presença e narrativa de negros na música e no audiovisual; apropriação da cultura negra pelos mais diversos mercados de consumo e a os benefícios que isso gera para a população negra. A discussão chegou mesmo até a questionar se existem negros racistas e se o movimento negro é tão segregador quanto a discriminação praticada por outros grupos sociais.

“Somos todos iguais sim, mas as contas bancárias é que não são, os olhares que não são. Mas no fundo somos iguais. Quando a gente fala em raça não estamos falando de biologia, estamos falando de representações sociais”, falou Amauri numa de suas diversas contribuições. Ele apontou também a visibilidade que o assunto tem ganhado e o quanto é importante discuti-la para gerar avanços em todos os âmbitos sociais.

Para Allan Santos, criador do AMaréVê, a participação no debate foi mais um passo para o aumento de repertório e participação. “É importante ter foco e se colocar. Às vezes a gente não se coloca de uma forma, mas se coloca de outra. É preciso mesmo entender o racismo para que ele não passe despercebido”, conta o jovem.

Para saber mais sobre o que foi o encontro, leia a matéria no blog >> http://riodeencontros.wordpress.com. Para participar do próximo, envie sua inscrição para riodeencontros@oinstituto.org.br.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *