Agência no Fórum Cultural Olímpico e Paraolímpico 2013

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Na última quarta-feira (17), jovens da Agência de Redes para Juventude foram à Arena Carioca Jovelina Pérola Negra para participarem do Fórum Cultural Olímpico e Paraolímpico 2013. Os objetivos do fórum são: compartilhar experiências do Festival Londres 2012 e construir ideias sobre como companhias artísticas e produtores de pequeno porte podem trabalhar para se engajar na programação cultural dos jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.

“Na cidade do Rio de Janeiro não há lugar mais pertinente para receber este evento do que a Arena Carioca Jovelina Pérola Negra.” disse Anderson Barnabé, gestor da arena, durante a introdução do evento.

Compuseram a mesa de abertura oficial do evento: Paul Heritage, diretor artístico da People’s Palace Projects; Marcus Vinícius Faustini, escritor, cineasta, diretor teatral e coordenador da Agência de Redes para Juventude; Luiz Coradazzi, diretor de artes do British Council Brasil; Juana Nunes, diretora de educação e comunicação para cultura, da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura; e Carla Russi, supervisora de cultura e comunicação, da APO (Autoridade Pública Olímpica).

 

Da esq. p/ dir.: Luiz Coradazzi, Paul Heritage e Carla Russi

Luiz Coradazzi questionou que “algumas experiências olímpicas são tidas como casos de sucesso, mas o que é sucesso em uma experiência olímpica? Que legado fica a longo prazo?”.

Carla Russi afirmou que “para os grandes produtores, as portas das Olimpíadas já estão abertas. Estamos aqui para abrir as portas para os pequenos produtores também”.

Para compartilhar as experiência de Londres 2012, a segunda mesa foi composta por: Ruth Mackenzie, diretora da Olimpíada Cultural Londres 2012; Michelle Clothier, da Somewhereto  e Mathew Peacock, CEO do Streetwise Opera (With One Voice).

Matthew Peacock, CEO do Streetwise Opera (With One Voice)

“Como trabalhamos com moradores de ruas, pessoas rejeitadas, no início a gente nem planejou participar das olimpíadas culturais, porque já haviam grandes atrações, e nós não queríamos ser rejeitados de novo.” contou Matthew, que conseguiu montar uma programação com moradores de rua no Royal Opera House, e completou: “Foi uma parceria entre pessoas que não tinham poder com pessoas que tinham poder e capacidade para mudar.”

“Este é um grande momento. Pois estamos aqui para falar de inclusão.” disse Ruth Mackenzie, que completou: “O que vocês criarem para as Olimpíadas de 2016, pode ser o início de uma nova programação cultural para o Rio de Janeiro.”

No fim da segunda mesa, os jovens da Agência se reuniram com o público do Fórum, para formarem grupos de trabalho que debatessem questões pertinentes ao tema. Foram formados 4 grupos de trabalho, em cada um era eleito um relator para apresentar as ideias do grupo após o trabalho.

Da esq. p/ dir.: relatora do grupo 1, Liz de Paula; relator do grupo 2, Bruno Duarte; relator do grupo 3, Carlos Meijueiro; e relatora do grupo 4, Veruska Thayla

Algumas das propostas trabalhadas pelos grupos foram: estratégias para formação de editais, pois o acesso a essas informações tem sido restrito; clareza dos conceitos e objetivos das Olimpíadas Culturais; construção de legado físico e legislativo para a cidade e por fim, a criação de um fundo olímpico estadual e municipal para financiamento de diversas iniciativas culturais.

Sobre a questão do fundo, Ruth Mackenzie acrescentou: “Vocês não precisam ter medo. A marca olímpica, a prefeitura e o governo do estado estarão assegurados. Mas, um fundo é o que garantirá um controle por parte das pessoas, de pequenos produtores.”

Uma fala que finalizou a primeira parte do Fórum e que sintetiza o objetivo da reunião na Arena Carioca Jovelina Pérola Negra, foi dita por Marcus Vinícius Faustini: “O Rio de Janeiro é uma cidade de oportunidades, mas essas oportunidades não estão diminuindo as desigualdades.”.

 

No dia seguinte, quinta-feira (18), alguns dos relatores e de pessoas que estavam presentes na Arena Carioca Jovelina Pérola Negra foram ao Museu de Belas Artes para apresentarem propostas debatidas na Arena para o público que acompanhava o Fórum no museu.

 

Da esq. p/ dir.: Pablo Ramoz, da Escola Livre de Teatro; Ítala Ísis, do Movimento Cidades Invisíveis; Adair Aguiar, do Funk Consciente, e Bruno Duarte, da Agência de Redes para Juventude

Eles propuseram que é preciso “a partir das experiências olímpicas construir uma política cultural”,  que “a produção cultural precisa ser descentralizada de forma transversal (municipal, estadual e federal)”, e que “artistas e produtores culturais da periferia devem fazer parte de uma comissão nas Olimpíadas Culturais”.

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