A MÁSCARA NA VIDA DE JOVENS E ADOLESCENTES DE PERIFERIA

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A MÁSCARA NA VIDA DE JOVENS E ADOLESCENTES DE PERIFERIA

Às quartas e aos domingos, os encontros virtuais são garantidos. As formações com jovens, que fazem parte da história da Agência, este ano foram adaptadas ao distanciamento social. De forma presencial ou online, as formações são parte crucial do desenvolvimento do Geração que Move*, sendo a base para a atuação dos jovens líderes, tanto no mapeamento, quanto na produção de conteúdo. Das suas casas, os dez jovens e dez adolescentes que lideram o projeto debatem com a equipe da Agência sobre diversos temas.

Um dos temas que tem sido trabalhado online é a questão das máscaras, e sobre como incentivar a jovens a usá-las. Os jovens e adolescentes trouxeram suas perspectivas, que levaram à constatação de duas tendências. De um lado, se vê uma juventude engajada, produzindo conteúdo para incentivar o uso da máscara entre seus pares. Como parte desse processo, criaram vídeos seguindo desafios do aplicativo de vídeos TikTok, famoso entre os jovens e adolescentes.

Por outro lado, o uso da máscara entre jovens de favelas e periferias pode ter um impacto diferente, se comparado a jovens de outras classes sociais. De acordo com a segunda percepção, esse impacto também é traduzido em forma de medo. Em um dos áudios recebidos em grupos do Whatsapp com jovens e adolescentes mapeados, há a recomendação do uso de uma máscara de cor clara – a escura poderia sugerir a relação com alguma disputa ou conflito.

Seja pelas conversas sobre os medos e as formas de dribá-los, seja pela produção de conteúdo, as máscaras são tema central do Geração que Move. Desde os vídeos produzidos pelos jovens líderes Big Jaum e Sthefany Andrade até os produzidos mais recentemente pelos adolescentes para o TikTok, a busca sempre foi abrir o diálogo com a juventude de periferia sobre as máscaras. Elas são essenciais durante o período atual, mas também para o futuro, no mundo pós-pandemia. E o momento de conscientização é agora.

*O projeto Geração que Move é uma iniciativa do UNICEF em parceria com Fundação Abertis e Arteris e realizado pela Agência de Redes para Juventude na cidade do Rio. A equipe da Agência atua com dez duplas de jovens e adolescentes de favelas e periferias, em duas frentes: produção de conteúdo com informações seguras e mobilização social em seus territórios, com a entrega de cestas básicas e livros. No Rio, o projeto tem apoio do Instituto Unibanco e do People’s Palace Projects.

 

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