40 CASAS – PRIMEIRO ENCONTRO COM OS ANFITRIÕES DO FESTIVAL

#TodoJovemÉRio
26 de setembro de 2017
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40 CASAS – PRIMEIRO ENCONTRO COM OS ANFITRIÕES DO FESTIVAL

No último sábado 28 de outubro, tivemos nosso primeiro encontro com os jovens de periferia que abrirão suas casas para conversas sobre arte, cidade, território, política e projeto de vida. O Festival Todo Jovem É Rio vai entrar em 40 casas e mobilizar 800 jovens do Rio de Janeiro. E já começa em novembro!

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“Liderança pra mim é quem me instiga a sonhar e, ao mesmo tempo, quem me dá a mão… É quem compartilha comigo afetuosamente o sucesso e o erro, porque o erro também faz parte da liderança. Dessa experimentação e dessa coragem é que brotam as coisas, para fazermos coisas no mundo nas quais a gente realmente acredita”. Graciela Selaimen, assessora de Programas da Fundação Ford, falando aos jovens no nosso encontro do último sábado.

Graciela fala em nome da Fundação Ford, que apoia esse ciclo da Agência.

Formação de lideranças na cidade significa, para a agência, algo além de potencializar recursos e habilidades pessoais. Liderança passa pelo afeto, compromisso com o território, métodos para mobilização de pessoas e dedicação ao diálogo. Pensando nisso, uma das ações metodológicas do ciclo Todo Jovem É Rio é propor que cada um dos 10 jovens que estão participando das formações mobilize outros quatro. Essas 40 pessoas abrirão as portas das suas casas, em várias favelas e bairros da periferia. Será uma rede de 40 residências, onde a juventude carioca poderá discutir temas importantes para o Rio.

No primeiro encontro com esses anfitriões e mobilizadores, nossas expectativas para o Festival aumentaram! São 40 moradores dispostos ao diálogo e esperançosos nas mudanças que o Todo Jovem É Rio pode desencadear. “Há muito tempo espero a agência chegar na Vila Kennedy. Tenho a expectativa de que com esse diálogo a gente consiga fortalecer alguns espaços que temos e que a juventude não consegue penetrar, como o teatro (Mário Lago)”, comenta Vinicius Pierre, 28, morador da VK e um dos anfitriões que o jovem Junior Sant’ana trouxe para o festival.

Uma das casas que teremos na Pavuna será a de Andressa Gandra, 18, convidada para o festival por Luciano Pimenta. Andressa apresenta uma visão ampla das discussões que quer provocar, não se limitando aos índices de violência sobre a região: “eu pretendo chamar pessoas com quem a gente possa falar de diversidade, racismo, preconceito, não apenas sobre a violência na minha rua”. Um dos desafios desses encontros é tocar em assuntos particulares do território e também em outros fundamentais para o tempo em que vivemos e para a cidade.

O Festival Todo Jovem é Rio acontecerá em duas fases, e a primeira será entre os dias 28 de novembro e 9 de dezembro, em 20 casas diferentes. Paralelamente ao enfraquecimento de políticas e equipamentos públicos, faremos das casas de favela e periferia pontos de referência na discussão e na proposição de soluções sobre direitos e cidade.

A cidade começa na casa.

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